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Cuarto rescate de Hugo Chávez

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La muerte es nuestra herencia. Lo único que nos hermana es la despedida. Al irnos dejamos cenizas y quizá algunas obras.

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Desde la eternidad no hay actos. La obra sobrevive por el consenso que suscita. Nuestra carne se extingue, el pensamiento sobrevive.

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En vano intentaron sofocar el ideario de la izquierda insurrecta del pasado siglo por vías de exterminio o claudicación. Hugo Rafael Chávez Frías lo resucita en la centuria que amanece; a él lo salva el pueblo de acechanzas cada vez más feroces.

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El primer rescate arranca el 4 de febrero de 1992. Un grupo de jóvenes oficiales indignados por la masacre del 27 de febrero de 1989 fracasa en una rebelión militar. El desconocido teniente coronel que la encabeza admite su responsabilidad y es sepultado en las fauces de una prisión militar, quizá por décadas. El pueblo lo visita en ininterrumpida peregrinación, rodea el cuartel San Carlos y convierte la derrota estratégica en aclamación política. Cuando el presidente Rafael Caldera traslada al incómodo recluso a Yare, el pueblo se indigna al punto de que se teme una nueva insurrección popular, y el padre Arturo Sosa media para conjurarla. Entiende Caldera que no conviene un preso con más respaldo popular que el Presidente, y a través del indulto Hugo Chávez Frías es rescatado por primera vez por su pueblo desarmado de la muerte de una prisión militar interminable.

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La derrota no tiene amigos. Sale a la calle un ex oficial sin carrera y sin medios, a quien un espionaje minucioso impide ni siquiera soñar en una rebelión. Apenas se le acercan los izquierdistas que antes que él han gustado el sabor de la cárcel y la inminencia de la muerte, el pueblo que lo convence de probar la vía electoral cuando la automatización del sufragio abre por primera vez la perspectiva de unos comicios veraces. Y una avalancha de votos rescata a Hugo Rafael de la muerte por olvido.

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El poder atrae oportunistas. A su alrededor pululan aquellos a quienes Manuel Vicente Romerogarcía llamó Nulidades Engreídas y Mediocridades Consagradas. Toda lealtad tarifada es sospechosa. Al joven Presidente lo asaltan hordas de figurones del populismo que se travisten de bolivarianos para entrar en la comparsa del privilegio, jaurías de oligarcas dispuestos a manejarlo. Cuando no los obedece, le asestan un golpe de Estado, lo secuestran, lo envían prisionero a la capilla ardiente de La Orchila. Una nueva marejada popular, esta vez unida con el ejército patriota, rescata a Hugo Rafael de su tercera muerte anunciada y lo devuelve a Miraflores.

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Solo ante la muerte comprendemos el valor del instante. Quince veces se juega el todo por el todo Hugo Rafael en la arena del consenso, catorce veces lo rescata el pueblo confiriéndole poderes para lo indispensable. Como si tuviera los segundos contados, en poco más de una década acomete tareas pendientes desde eternidades: rescate de los recursos naturales y de las industrias que los explotan, derrota del analfabetismo y de la exclusión educativa, extensión de servicios sociales a las grandes mayorías, drástica reducción de la pobreza, contundente disminución de la desigualdad, creación de medios de servicio público, alternativos y comunitarios, recuperación de industrias estratégicas, integración latinoamericana y caribeña, mediación a favor de la paz; orientación hacia el socialismo, creación de comunas y organizaciones sociales, rescate de la identidad, tradición y orgullo de los venezolanos, expulsión de la misión militar estadounidense, inconmovible unión de pueblo y ejército, constante consulta y aceptación de la voluntad popular; veto de leyes que privatizaban las aguas y secesionaban la Nación, derrota del ALCA, aurora del ALBA, rescate de la soberanía vulnerada por Cortes y Tribunales foráneos, instauración de una diplomacia multipolar. Parecería haber más tareas que instantes de vida: todas las asume hasta que una misteriosa enfermedad lo abate en la plenitud de su poder, sus facultades y sus esperanzas.

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Triunfó siempre Chávez donde lo acompañó su pueblo, venció siempre el pueblo incluso cuando llegaron a su límite las fuerzas de Chávez. Ante la pérdida, crecernos. Manteniendo y culminando su obra entre todos lo rescataremos también de esta muerte y lo restituiremos incólume al invulnerable palacio del alma.

Se han publicado 3 comentarios



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  • Rodolfo Jova dijo:

    bello escrito de este brillante profesional. tiene toda la razon; el comandante Chavez siempre gano y seguira ganando sus batallas y volvera a ser rescatado pero esta vez por la historia.

  • martinho júnior dijo:

    UM MOVIMENTO QUE VEM DE LONGE.

    Desde que as veias de África e da América foram abertas nos alvores do capitalismo, que um movimento telúrico emerge, geração post-geração, até aos nossos dias.

    A luz e a sombra são integrantes desse movimento, que por vezes se eclipsa, para depois ressurgir com toda a plenitude e esperança.

    Os escravos, os oprimidos da colonização e do “apartheid”, os oprimidos das tão vulneráveis nações do sul, tiveram toda a legitimidade nas revoltas, nas revoluções e no movimento de libertação que desencadearam na sua ânsia de liberdade, de justiça, de solidariedade e de dignidade.

    No princípio foi a escravatura e o tráfico negreiro, as feitorias nas costas dos dois continentes e as torrentes de riqueza que a Europa foi acumulando em função do seu poderio redundante das conquistas, da exploração desenfreada, da colonização, da morte…

    O colonialismo, como o “apartheid”, como todas as suas sequelas, tiveram nesse húmus o seu berço e, mesmo depois do içar das bandeiras da independência há mais de 200 anos na América e há mais de 50 anos em África, a soberania das nações do sul tem sido deliberadamente esvaziada pelos processos neo coloniais, que deram sequência à brutalidade da opressão que advinha do passado!

    Quantas guerras de rapina não ocorreram e têm hoje seu curso em África?

    Quantas elites e oligarquias não foram arregimentadas em África e na América, para que o sinal do poder ilimitado das potências do norte perdure dominante sobre os povos, uma vez mais oprimidos e votados a um subdesenvolvimento crónico que como um anátema pende sobre a esmagadora maioria dos seres humanos das nações do sul?

    Quanto a natureza tem sido afectada pela exploração desenfreada das riquezas e pela rapina sem escrúpulos?

    As torrentes de capitalismo neo liberal, exacerbadas hoje na globalização que são o resultado da hegemonia do império, refinaram seus métodos de domínio arregimentando os mais atraentes e subtis argumentos, processos e métodos.

    A democracia “representativa” (que no fundo só “representa” as elites, excluindo a esmagadora maioria), os “direitos humanos” (que valorizam, num duplo sentido o que é sempre a favor dos interesses dos poderosos da Terra), o “direito a proteger” (que é uma alucinação que abre espaço à ingerência, à manipulação, aos conflitos, às guerras e a regimes retrógrados com ideologias conservadoras) e tantas outras farsas, estão hoje aí, a coberto desse capitalismo neo liberal, que de tanto garantir o exercício dos poderosos, chegou ao extremo da especulação financeira e aos mercados envenenados pelos mais profundos desequilíbrios e injustiças!

    A impunidade tem sido tanta que até algumas velhas nações Europeias estão a sentir na carne e no sangue de seus povos as crises artificiosas desencadeadas pela ganância do capital acumulado nas grandes potências, que está à mercê de um punhado de poderosos que correspondem a 1% da humanidade!

    Por isso é legítimo que em função das heranças do passado e das hecatombes do presente, em nome do futuro os povos se levantem e continuem a saga alimentada por sua ânsia de liberdade, de justiça, de solidariedade e de dignidade.

    Hugo Chavez foi um dos homens que compreendeu esse movimento telúrico que advém do passado de 500 anos, um dos homens que se identificou por inteiro com os povos e as maiorias marginalizadas e oprimidas da Terra, perscrutando um futuro garante de mais equilíbrio, justiça, democracia e paz, com o maior respeito para com a Mãe Terra!

    Identificou-se por inteiro com a América constituída em Pátria Grande e com África, passando meteoricamente pela vida nestes últimos 14 anos em que com ele enquanto timoneiro se fizeram sentir todas as energias acumuladas pelos oprimidos da Terra!

    Foi exuberante, por que percebeu como ninguém que o poder só tem ética e moral quando efectivamente adopta a lógica com sentido de vida, que é um fluxo que vindo do passado, constitui-se no resgate das capacidades da esmagadora maioria!

    Foi carismático por que soube objectiva e subjectivamente assumir-se na trilha da identidade para com a vida!

    Foi um exemplo que galvaniza milhões e milhões para um caminho em que todas as sombras se esvaem inexoravelmente!

    Aqueles que viveram o 25 de Abril e o movimento de libertação em África contra o colonialismo e o “apartheid”, perfilam-se hoje perante um dos seus maiores, que soube dar continuidade à luta comprometendo-se, em nome da vida, com o aprofundamento da democracia e identificando-se com a frente das organizações sociais mais representativas do seu povo e da América!

    Neste momento tão decisivo, saudamos com esperança a revolução na Venezuela, a construção da Pátria Grande e os continuadores de Simon Boliver e de Hugo Chavez!

    Sabemos de onde viemos, por onde passámos, o valor do que fizemos e, mais do que nunca, o futuro que se pode erigir com determinação e coragem, em função da ânsia de liberdade, de solidariedade, de justiça e de dignidade no resgate dos oprimidos constituídos em esmagadora maioria!

    É esse o caminho que nos ensina o Comandante Hugo Chavez!!!

    Martinho Júnior.

    Luanda.

  • luis carballosa dijo:

    El bien no mure,es eterno como Dios.El bien es Dios.
    Ya empesarom con otra astusia aquerer manchar el nombre
    de CHavez con la erencia millonaria que dejo a su familia.
    Estemos claro esto no es epontaneo,los servicio de inteligencia
    enemigo del progreso de los pueblos,y los medios de comunicacion
    masivo cooperan en unidad de proposito.
    !NO PASARAN!
    !CHAVEZ VIVE!

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Luis Britto García

Luis Britto García

Narrador, ensayista, dramaturgo, dibujante, explorador submarino, autor de más de 60 títulos. En narrativa destacan “Rajatabla” (Premio Casa de las Américas 1970) y “Abrapalabra” (Premio Casa de las Américas 1969).

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